No programa semanal Café com o Presidente, nesta segunda-feira, 2, o presidente Luiz INácio Lula da Silva disse que ainda estar "preocupado" com a possibilidade de aumento do desemprego no País, mas aposta em uma melhora da atividade econômica do país, afetada pela crise mundial, a partir de março.
“Nós prevíamos um primeiro trimestre muito delicado por conta da crise internacional. Mas, ao mesmo tempo, todas as medidas que tomamos, seja a liberação de mais crédito para financiar capital de giro, seja o incentivo à construção civil, seja repassar mais dinheiro para o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], tudo isso tem um processo de maturação que, na minha opinião, começa a melhorar agora, a partir de março.”
Lula aposta no 'mercado interno potencial e extraordinário” para fortalecer a economia. “Volto a repetir aquela velha história da roda gigante: se as pessoas consumirem adequadamente, se comprarem aquilo que necessitam, o comércio vai vender e vai encomendar das fábricas, que vão produzir mais e, portanto, vamos gerar os empregos necessários aqui dentro do Brasil.”, afirmou.
Ao comentar os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre desemprego, o presidente admitiu que o mês de fevereiro “certamente” fechará com queda na oferta de postos de trabalho. Mas a previsão do governo, segundo ele, é de que os números comecem a melhorar já a partir deste mês.
Lula lembrou a escassez de crédito em todo o mundo e afirmou que ainda quer negociar com o Banco Central e com o Ministério da Fazenda maior redução do spread bancário (diferença entre as taxas que os bancos pagam ao captar dinheiro no mercado e o juro que cobram nos empréstimos).
Para o presidente, estratégias como a de ampliar os postos de trabalho por meio de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além do lançamento do programa habitacional que irá distribuir 1 milhão de casas populares para pessoas com renda entre zero e dez salários mínimos, “dinamizam” a economia brasileira.
Inflação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (2) que a inflação brasileira está sob controle e que ficará dentro da meta estabelecida para 2009 e para 2010. Segundo ele, a alta registrada no início deste ano é "sazonal", provocada por setores como educação e transporte.
"Nós temos consciência de que inflação controlada significa mais poder aquisitivo para os trabalhadores e de que inflação alta significa prejuízo. Por isso, vamos cuidar para que a inflação fique definitivamente controlada e para que não seja um problema para o povo brasileiro."
segunda-feira, 2 de março de 2009
Hoje Bovespa amarga perdas de 4,69%; dólar avança para R$ 2,43
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) amarga fortes quedas de nas operações desta segunda-feira, sem que o mercado consiga resistir à onda de más notícias da economia global, com destaque para o prejuízo sem precedentes da AIG. O câmbio tem uma dia de oscilações bruscas e alcança R$ 2,43.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, desvaloriza 4,69% e marca os 36.392 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,58 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York cede 3,56%.
O dólar comercial é vendido por R$ 2,439, em forte alta de 2,95%. A taxa de risco-país marca 448 pontos, número 8,21% acima da pontuação anterior.
Entre as notícias mais importantes do dia, a americana AIG anunciou um prejuízo recorde de US$ 61,7 bilhões no quarto trimestre, o maior já registrado por uma empresa americana. O governo americano já anunciou a injeção de US$ 30 bilhões na gigante do setor de seguros.
Já o banco britânico HSBC reportou um lucro de US$ 5,728 bilhões, número 70% abaixo do registrado no exercício anterior. A instituição financeira também comunicou o fechamento de 800 agências e demissão 6.100 funcionários nos Estados Unidos.
Nos EUA, o ISM (Instituto de Gestão de Oferta, na sigla em inglês) apontou que o setor manufatureiro teve o 13º mês consecutivo de contração. E em um das poucas notícias positivas do dia, o governo americano informou que o volume de gastos do consumidor teve alta de 0,6% em janeiro, interrompendo uma sequência de seis meses de retração consecutiva deste indicador. Já a renda das famílias teve um aumento de 0,4%. Os números estão bem melhores do que o consenso entre os analistas do setor financeiro.
No front doméstico, o boletim Focus revelou que a maioria dos economistas de bancos e corretoras aumentou suas "apostas" num corte agressivo da taxa básica de juros neste ano: atualmente em 12,75%, a chamada "Selic" deve cair para 10,25% até dezembro.
Fonte: Folha Online
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, desvaloriza 4,69% e marca os 36.392 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,58 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York cede 3,56%.
O dólar comercial é vendido por R$ 2,439, em forte alta de 2,95%. A taxa de risco-país marca 448 pontos, número 8,21% acima da pontuação anterior.
Entre as notícias mais importantes do dia, a americana AIG anunciou um prejuízo recorde de US$ 61,7 bilhões no quarto trimestre, o maior já registrado por uma empresa americana. O governo americano já anunciou a injeção de US$ 30 bilhões na gigante do setor de seguros.
Já o banco britânico HSBC reportou um lucro de US$ 5,728 bilhões, número 70% abaixo do registrado no exercício anterior. A instituição financeira também comunicou o fechamento de 800 agências e demissão 6.100 funcionários nos Estados Unidos.
Nos EUA, o ISM (Instituto de Gestão de Oferta, na sigla em inglês) apontou que o setor manufatureiro teve o 13º mês consecutivo de contração. E em um das poucas notícias positivas do dia, o governo americano informou que o volume de gastos do consumidor teve alta de 0,6% em janeiro, interrompendo uma sequência de seis meses de retração consecutiva deste indicador. Já a renda das famílias teve um aumento de 0,4%. Os números estão bem melhores do que o consenso entre os analistas do setor financeiro.
No front doméstico, o boletim Focus revelou que a maioria dos economistas de bancos e corretoras aumentou suas "apostas" num corte agressivo da taxa básica de juros neste ano: atualmente em 12,75%, a chamada "Selic" deve cair para 10,25% até dezembro.
Fonte: Folha Online
Venda de carros novos em fevereiro supera 2008
Puxado pela redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e pelas promoções das marcas, o desempenho de fevereiro de 2009 superou o mesmo período de 2008.
A venda de automóveis e comerciais leves registrou a terceira alta consecutiva em fevereiro.
Foram vendidos 191.360 automóveis e comerciais leves no mês de fevereiro (sem contar caminhões, ônibus e motos), alta de 0,14% sobre fevereiro de 2008 (191.089) e de 0,86% sobre janeiro deste ano (189.731 em resultado ajustado).
Embora a expansão tenha ficado abaixo de 1%, o número é representativo para o setor porque o mês de fevereiro deste ano teve menos dias úteis que janeiro e que fevereiro de 2008.
Ranking
A Volkswagen foi a montadora com maior participação de mercado em fevereiro (24,4%), considerando apenas automóveis e comerciais leves, à frente da Fiat (23,5%), General Motors (18,7%) e Ford (11,7%).
O carro mais vendido no período foi o Gol (VW), com 21.073 unidades. Em segundo aparece o Palio (Fiat), com 12.755 unidades, e, depois, o Uno (Fiat), com 11.055 veículos vendidos.
As medidas tomadas pelo governo --liberação de linha de crédito e redução do IPI-- tiveram efeito em janeiro e em fevereiro, mas os benefícios fiscais terminam no final deste mês.
Veja os 10 veículos mais vendidos em fevereiro:
Gol (VW) -- 21.073
Palio (Fiat) -- 12.755
Uno (Fiat) -- 11.055
Celta (GM) -- 9.307
Fox/CrossFox (VW) -- 8.422
Corsa sedan (GM) -- 6.558
Ka (Ford) -- 5.652
Fiesta (Ford) -- 5.153
Voyage (VW) -- 5.024
Siena (Fiat) -- 4.828
Fonte: Folha Online
A venda de automóveis e comerciais leves registrou a terceira alta consecutiva em fevereiro.
Foram vendidos 191.360 automóveis e comerciais leves no mês de fevereiro (sem contar caminhões, ônibus e motos), alta de 0,14% sobre fevereiro de 2008 (191.089) e de 0,86% sobre janeiro deste ano (189.731 em resultado ajustado).
Embora a expansão tenha ficado abaixo de 1%, o número é representativo para o setor porque o mês de fevereiro deste ano teve menos dias úteis que janeiro e que fevereiro de 2008.
Ranking
A Volkswagen foi a montadora com maior participação de mercado em fevereiro (24,4%), considerando apenas automóveis e comerciais leves, à frente da Fiat (23,5%), General Motors (18,7%) e Ford (11,7%).
O carro mais vendido no período foi o Gol (VW), com 21.073 unidades. Em segundo aparece o Palio (Fiat), com 12.755 unidades, e, depois, o Uno (Fiat), com 11.055 veículos vendidos.
As medidas tomadas pelo governo --liberação de linha de crédito e redução do IPI-- tiveram efeito em janeiro e em fevereiro, mas os benefícios fiscais terminam no final deste mês.
Veja os 10 veículos mais vendidos em fevereiro:
Gol (VW) -- 21.073
Palio (Fiat) -- 12.755
Uno (Fiat) -- 11.055
Celta (GM) -- 9.307
Fox/CrossFox (VW) -- 8.422
Corsa sedan (GM) -- 6.558
Ka (Ford) -- 5.652
Fiesta (Ford) -- 5.153
Voyage (VW) -- 5.024
Siena (Fiat) -- 4.828
Fonte: Folha Online
Indústria brasileira menos pessimista
A indústria em fevereiro para os próximos meses estão um pouco mais otimistas, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que anunciou alta de 1,3% para o Índice de Confiança da Indústria (ICI) em fevereiro, ante alta de 0,8% em janeiro (dado revisado).
De acordo com a fundação, das 1.072 empresas consultadas, 23,4% do total preveem melhora da situação dos negócios no semestre entre fevereiro e julho de 2009; e 37,7% apostam em um piora, no mesmo período. Em janeiro deste ano, os porcentuais para as mesmas respostas tinham sido de 12,8% e 35,8%, respectivamente. Porém, a FGV alerta, em comunicado, que embora o desempenho reflita um menor grau de pessimismo quanto ao futuro próximo, este é ainda o segundo pior resultado da série para este quesito, incluído na pesquisa em abril de 1995.
Ao detalhar as respostas referentes à situação, a fundação destacou a avaliação feita a respeito do nível atual de demanda, que apresentou piora. De janeiro para fevereiro, a parcela de empresas que avaliam a demanda como forte caiu de 8,3% para 4%, enquanto a proporção das que a consideram fraca manteve-se em 36,3% no mesmo período.
Fonte: FGV
De acordo com a fundação, das 1.072 empresas consultadas, 23,4% do total preveem melhora da situação dos negócios no semestre entre fevereiro e julho de 2009; e 37,7% apostam em um piora, no mesmo período. Em janeiro deste ano, os porcentuais para as mesmas respostas tinham sido de 12,8% e 35,8%, respectivamente. Porém, a FGV alerta, em comunicado, que embora o desempenho reflita um menor grau de pessimismo quanto ao futuro próximo, este é ainda o segundo pior resultado da série para este quesito, incluído na pesquisa em abril de 1995.
Ao detalhar as respostas referentes à situação, a fundação destacou a avaliação feita a respeito do nível atual de demanda, que apresentou piora. De janeiro para fevereiro, a parcela de empresas que avaliam a demanda como forte caiu de 8,3% para 4%, enquanto a proporção das que a consideram fraca manteve-se em 36,3% no mesmo período.
Fonte: FGV
HSBC tem prejuizo e demite
Lucro do HSBC cai 70% e banco demite e anuncia capitalização com ações vendidas com 47,5% de desconto
O HSBC Holdings divulgou nesta segunda-feira, 2, uma queda de 70% no seu lucro em 2008, comparado a 2007. Com isso o banco anunciou um plano de ajuste que inclui uma operação de capitalização para levantar US$ 17,75 bilhões, com vendas de ações com desconto de 47,5% sobre a cotação de sexta-feira. Além disso, a instituição vai se desfazer da Finance Corp, unidade de crédito ao consumidor nos Estados Unidos, principal culpada, segundo o HSBC, pela deterioração do lucro, o que acarretará a demissão de 6,1 mil pessoas nos EUA. No Brasil, foi descartada a demissão de funcionários.
Ao contrário do que ocorreu com o grupo, o HSBC Bank Brasil obteve, em 2008, o maior lucro líquido no país desde o início de suas operações, em 26 de março de 1997. Houve crescimento de R$ 1,35 bilhão, o que representa um crescimento de 9% em relação a 2007. O ativo total aumentou 58%, avançando de R$ 70,75 bilhões para R$ 112,1 bilhões. Mas o retorno sobre o patrimônio caiu de 26,95% para 24,34% no período, em razão de provisões para os planos econômicos e para o crédito.
Shaun Wallis, presidente e CEO do HSBC Bank Brasil, explicou: "Em 2008, continuamos a aumentar nosso capital, adotando uma política conservadora em face ao cenário econômico global. Continuamos a ver o crescimento do ativo total, devido à nossa forte capacidade de captação de depósitos, e a manutenção de confortável nível de liquidez. Estivemos sempre abertos para negócios, buscando oferecer aos nossos 10 milhões de clientes soluções financeiras adequadas". Wallis afirmou, no entanto, que o atual "período é de incertezas", por isso o banco precisa controlar seus gastos no Brasil. Como a instituição atua globalmente, o executivo disse que foi possível perceber em meados do ano passado a gravidade da situação no mundo, diante dos problemas nos Estados Unidos e na Europa. "Nós pudermos ver o que estava acontecendo."
O lucro líquido do HSBC no mundo em 2008 caiu para US$ 5,73 bilhões, de US$ 19,13 bilhões no ano anterior. Analistas consultados pela Dow Jones esperavam lucro líquido de US$ 14,11 bilhões. O banco, o único que vinha resistindo a uma captação desde o começo da crise de crédito, há 18 meses, disse que manterá sua "força financeira característica" e intensificará a habilidade de "responder a eventos imprevistos" com o aumento de capital.
O diretor financeiro, Douglas Flint, disse que o banco decidiu levantar capital à luz da acentuada deterioração dos mercados no quarto trimestre.
Emissão de ações
O banco emitirá cinco ações para cada 12 que os acionistas possuem, a 254 centavos de libra por ação, o que representa um desconto de 45,7% sobre o preço de fechamento de sexta-feira. A emissão de direitos foi totalmente subscrita pelo Goldman Sachs, JP Morgan e outros.
O plano foi mal recebido pelo mercado financeiro. Às 8h04 (de Brasília), as ações do HSBC caíam 15%. A ação já perdeu cerca de 42% nos últimos 12 meses, uma performance melhor que todos os bancos sediados no Reino Unido.
Para 2009, o banco está recalculando o dividendo pago aos acionistas nos primeiros três trimestres para US$ 0,08, ante US$ 0,18 nos primeiros três trimestres de 2008, para "refletir o impacto do maior capital votante depois da emissão de direitos que anunciamos hoje, prevalecendo as condições de negócios e exigências de capital". Um porta-voz disse que a revisão do dividendo resultará em uma economia para o banco de cerca de US$ 2,9 bilhões em relação ao ano passado.
"Com boa parte dos mercados desenvolvidos em recessão e os mercados emergentes desacelerando acentuadamente, vemos níveis cada vez maiores de nervosismo tanto no portfólio do consumidor quanto no comercial", disse o executivo-chefe, Michael Geoghegan. O presidente do conselho, Stephen Green, acrescentou que os próximos 12 meses serão difíceis e que o desemprego aumentará em 2009 e 2010 tanto nos EUA quanto no Reino Unido.
"Devemos lembrar que os EUA são o condutor da economia global e o crescimento global depende da recuperação dos EUA", afirmou Green.
Fechamento de financeira nos EUA
O HSBC Holdings informou que se arrependeu da sua incursão nos negócios de finanças ao consumidor nos EUA e decidiu acabar com essas operações, o que provocou uma baixa contábil no valor de aviamento de US$ 10,6 bilhões e a perda de cerca de 6,1 mil empregos. O banco manterá os negócios de cartão de crédito nos EUA.
O presidente do conselho disse que o banco se arrependeu da aquisição da Finance Corp, nos EUA, em 2003. O banco não vai mais originar novos empréstimos ao consumidor na unidade, por meio das marcas HFC e Beneficial, fechando a maioria das agências, mas continuará atendendo os empréstimos que já estão no portfólio. O portfólio será reduzido conforme os clientes pagam os empréstimos.
O executivo-chefe, Michael Geoghegan, disse que o banco espera ter de injetar mais capital na unidade Finance Corp - no ano passado, as injeções líquidas somaram cerca de US$ 500 milhões. O banco já havia reduzido os empréstimos hipotecários e para compra de automóveis da unidade no primeiro trimestre de 2007 e agora vai aplicar a mesma estratégia para os empréstimos ao consumidor assegurados por imóveis e empréstimos pessoais não ligados a cartões de crédito.
Fonte: Agência Estado
O HSBC Holdings divulgou nesta segunda-feira, 2, uma queda de 70% no seu lucro em 2008, comparado a 2007. Com isso o banco anunciou um plano de ajuste que inclui uma operação de capitalização para levantar US$ 17,75 bilhões, com vendas de ações com desconto de 47,5% sobre a cotação de sexta-feira. Além disso, a instituição vai se desfazer da Finance Corp, unidade de crédito ao consumidor nos Estados Unidos, principal culpada, segundo o HSBC, pela deterioração do lucro, o que acarretará a demissão de 6,1 mil pessoas nos EUA. No Brasil, foi descartada a demissão de funcionários.
Ao contrário do que ocorreu com o grupo, o HSBC Bank Brasil obteve, em 2008, o maior lucro líquido no país desde o início de suas operações, em 26 de março de 1997. Houve crescimento de R$ 1,35 bilhão, o que representa um crescimento de 9% em relação a 2007. O ativo total aumentou 58%, avançando de R$ 70,75 bilhões para R$ 112,1 bilhões. Mas o retorno sobre o patrimônio caiu de 26,95% para 24,34% no período, em razão de provisões para os planos econômicos e para o crédito.
Shaun Wallis, presidente e CEO do HSBC Bank Brasil, explicou: "Em 2008, continuamos a aumentar nosso capital, adotando uma política conservadora em face ao cenário econômico global. Continuamos a ver o crescimento do ativo total, devido à nossa forte capacidade de captação de depósitos, e a manutenção de confortável nível de liquidez. Estivemos sempre abertos para negócios, buscando oferecer aos nossos 10 milhões de clientes soluções financeiras adequadas". Wallis afirmou, no entanto, que o atual "período é de incertezas", por isso o banco precisa controlar seus gastos no Brasil. Como a instituição atua globalmente, o executivo disse que foi possível perceber em meados do ano passado a gravidade da situação no mundo, diante dos problemas nos Estados Unidos e na Europa. "Nós pudermos ver o que estava acontecendo."
O lucro líquido do HSBC no mundo em 2008 caiu para US$ 5,73 bilhões, de US$ 19,13 bilhões no ano anterior. Analistas consultados pela Dow Jones esperavam lucro líquido de US$ 14,11 bilhões. O banco, o único que vinha resistindo a uma captação desde o começo da crise de crédito, há 18 meses, disse que manterá sua "força financeira característica" e intensificará a habilidade de "responder a eventos imprevistos" com o aumento de capital.
O diretor financeiro, Douglas Flint, disse que o banco decidiu levantar capital à luz da acentuada deterioração dos mercados no quarto trimestre.
Emissão de ações
O banco emitirá cinco ações para cada 12 que os acionistas possuem, a 254 centavos de libra por ação, o que representa um desconto de 45,7% sobre o preço de fechamento de sexta-feira. A emissão de direitos foi totalmente subscrita pelo Goldman Sachs, JP Morgan e outros.
O plano foi mal recebido pelo mercado financeiro. Às 8h04 (de Brasília), as ações do HSBC caíam 15%. A ação já perdeu cerca de 42% nos últimos 12 meses, uma performance melhor que todos os bancos sediados no Reino Unido.
Para 2009, o banco está recalculando o dividendo pago aos acionistas nos primeiros três trimestres para US$ 0,08, ante US$ 0,18 nos primeiros três trimestres de 2008, para "refletir o impacto do maior capital votante depois da emissão de direitos que anunciamos hoje, prevalecendo as condições de negócios e exigências de capital". Um porta-voz disse que a revisão do dividendo resultará em uma economia para o banco de cerca de US$ 2,9 bilhões em relação ao ano passado.
"Com boa parte dos mercados desenvolvidos em recessão e os mercados emergentes desacelerando acentuadamente, vemos níveis cada vez maiores de nervosismo tanto no portfólio do consumidor quanto no comercial", disse o executivo-chefe, Michael Geoghegan. O presidente do conselho, Stephen Green, acrescentou que os próximos 12 meses serão difíceis e que o desemprego aumentará em 2009 e 2010 tanto nos EUA quanto no Reino Unido.
"Devemos lembrar que os EUA são o condutor da economia global e o crescimento global depende da recuperação dos EUA", afirmou Green.
Fechamento de financeira nos EUA
O HSBC Holdings informou que se arrependeu da sua incursão nos negócios de finanças ao consumidor nos EUA e decidiu acabar com essas operações, o que provocou uma baixa contábil no valor de aviamento de US$ 10,6 bilhões e a perda de cerca de 6,1 mil empregos. O banco manterá os negócios de cartão de crédito nos EUA.
O presidente do conselho disse que o banco se arrependeu da aquisição da Finance Corp, nos EUA, em 2003. O banco não vai mais originar novos empréstimos ao consumidor na unidade, por meio das marcas HFC e Beneficial, fechando a maioria das agências, mas continuará atendendo os empréstimos que já estão no portfólio. O portfólio será reduzido conforme os clientes pagam os empréstimos.
O executivo-chefe, Michael Geoghegan, disse que o banco espera ter de injetar mais capital na unidade Finance Corp - no ano passado, as injeções líquidas somaram cerca de US$ 500 milhões. O banco já havia reduzido os empréstimos hipotecários e para compra de automóveis da unidade no primeiro trimestre de 2007 e agora vai aplicar a mesma estratégia para os empréstimos ao consumidor assegurados por imóveis e empréstimos pessoais não ligados a cartões de crédito.
Fonte: Agência Estado
Portabilidade na telefonia
Começa hoje a guerra da telefonia. Está valendo para todo o País a nova regra que permite trocar de operadora e ficar com o mesmo número de telefone fixo ou móvel.
Não há mais nada que impeça você de mudar. Só que, antes de se livrar da operadora atual, surgem as dúvidas: serei melhor atendido, o sinal pegará onde a outra não alcança, os preços serão menores? Ou as reclamações continuarão iguais, e só o nome da empresa muda?
De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), nenhuma operadora pode recusar o pedido de portabilidade. Ele até pode ser negado, depois do processo, se você passar dados errados, como o endereço. Mas aí você pode fazer o pedido outra vez e corrigir o erro. O pedido, aliás, só é feito com a operadora para a qual você quer mudar. Não precisa nem comunicar sua empresa atual. E não tem de apresentar nota fiscal do aparelho.
Fonte: Agência Estado
Não há mais nada que impeça você de mudar. Só que, antes de se livrar da operadora atual, surgem as dúvidas: serei melhor atendido, o sinal pegará onde a outra não alcança, os preços serão menores? Ou as reclamações continuarão iguais, e só o nome da empresa muda?
De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), nenhuma operadora pode recusar o pedido de portabilidade. Ele até pode ser negado, depois do processo, se você passar dados errados, como o endereço. Mas aí você pode fazer o pedido outra vez e corrigir o erro. O pedido, aliás, só é feito com a operadora para a qual você quer mudar. Não precisa nem comunicar sua empresa atual. E não tem de apresentar nota fiscal do aparelho.
Fonte: Agência Estado
Mercado prevê corte da Selic em 1 ponto
Segundo a pesquisa Focus, divulgada hoje pelo Banco Central, as 80 instituições consultadas apostam em uma redução do juro básico do País para 11,75% ao ano este mês. Para abril, a estimativa é de uma redução menor, de 0,75 ponto porcentual, para 11% ao ano. Atualmente, a Selic está em 12,75% ao ano.
Inflação
Os analistas mantiveram as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano e para o ano que vem. Segundo a pesquisa Focus, a mediana das estimativas seguiu em 4,66% em 2009, superior ao registrado há quatro semanas, quanto estava em 4,60%. Para 2010, o número permanece em 4,50%, projeção repetida há 39 semanas.
PIB
A previsão do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 não sofreu alteração, segundo pesquisa divulgada hoje pelo BC. De acordo com o levantamento, a mediana das estimativas para a expansão do PIB este ano seguiu em 1,5% pela segunda semana. Para 2010, a previsão caiu de 3,6% para 3,5%.
No mesmo levantamento, a estimativa de expansão do setor industrial em 2009 caiu de 1,3% para 1,24%. Para 2010, a mediana das previsões seguiu em 4%.
Câmbio
Os analistas mantiveram, na pesquisa Focus, a previsão para o nível do dólar em relação ao real no fim deste ano. No levantamento, a mediana das previsões para o nível da moeda norte-americana no fim de 2009 permaneceu em R$ 2,30 pela sétima semana seguida.
Para o fim de 2010, a previsão oscilou um centavo, de R$ 2,27 para R$ 2,28.
Contas externas
Analistas reduziram ligeiramente a previsão para o déficit em conta corrente (saldo de todas as transações do País com o exterior) em 2009, segundo a pesquisa Focus. No levantamento divulgado hoje pelo Banco Central, a mediana das previsões para o déficit caiu de US$ 25 bilhões para US$ 24,85 bilhões. Essa foi a primeira redução após oito semanas seguidas de números estáveis.
Para 2010, a previsão de déficit seguiu em US$ 26,31 bilhões.
No levantamento, a previsão de superávit comercial em 2009 caiu de US$ 13,6 bilhões para US$ 13 bilhões. Para 2010, a estimativa de saldo comercial foi em tendência contrária e subiu de US$ 13 bilhões para US$ 13,35 bilhões.
IED
Analistas não alteraram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2009, que permaneceu em US$ 23 bilhões.
Para 2010, a estimativa de entrada dos dólares no País também seguiu em US$ 25 bilhões.
Fonte: Agência Estado
Inflação
Os analistas mantiveram as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano e para o ano que vem. Segundo a pesquisa Focus, a mediana das estimativas seguiu em 4,66% em 2009, superior ao registrado há quatro semanas, quanto estava em 4,60%. Para 2010, o número permanece em 4,50%, projeção repetida há 39 semanas.
PIB
A previsão do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 não sofreu alteração, segundo pesquisa divulgada hoje pelo BC. De acordo com o levantamento, a mediana das estimativas para a expansão do PIB este ano seguiu em 1,5% pela segunda semana. Para 2010, a previsão caiu de 3,6% para 3,5%.
No mesmo levantamento, a estimativa de expansão do setor industrial em 2009 caiu de 1,3% para 1,24%. Para 2010, a mediana das previsões seguiu em 4%.
Câmbio
Os analistas mantiveram, na pesquisa Focus, a previsão para o nível do dólar em relação ao real no fim deste ano. No levantamento, a mediana das previsões para o nível da moeda norte-americana no fim de 2009 permaneceu em R$ 2,30 pela sétima semana seguida.
Para o fim de 2010, a previsão oscilou um centavo, de R$ 2,27 para R$ 2,28.
Contas externas
Analistas reduziram ligeiramente a previsão para o déficit em conta corrente (saldo de todas as transações do País com o exterior) em 2009, segundo a pesquisa Focus. No levantamento divulgado hoje pelo Banco Central, a mediana das previsões para o déficit caiu de US$ 25 bilhões para US$ 24,85 bilhões. Essa foi a primeira redução após oito semanas seguidas de números estáveis.
Para 2010, a previsão de déficit seguiu em US$ 26,31 bilhões.
No levantamento, a previsão de superávit comercial em 2009 caiu de US$ 13,6 bilhões para US$ 13 bilhões. Para 2010, a estimativa de saldo comercial foi em tendência contrária e subiu de US$ 13 bilhões para US$ 13,35 bilhões.
IED
Analistas não alteraram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2009, que permaneceu em US$ 23 bilhões.
Para 2010, a estimativa de entrada dos dólares no País também seguiu em US$ 25 bilhões.
Fonte: Agência Estado
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